Entrevista: Sabrina Sato

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    Linda, simpática, engraçada e bem humorada. Esses são apenas alguns dos inúmeros elogios atribuídos à apresentadora Sabrina Sato. A Olook participou de um bate-papo entre ela e as blogueiras mais badaladas do Brasil promovido pela F*Hits na suíte presidencial do hotel Unique.
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    Mediada por ninguém menos que Alice Ferraz, a conversa teve a participação das blogueiras Camila Coelho, do Super Vaidosa, Lalá Noleto, Helena Lunardelli, Do jeito H., Cris Tamer, do Bettys, Constanza Fernandez, do Futilish, Denise Gebrim, do Diário de Acessórios, Mariah Bernardes, Blog da Mariah, Juliana Ali, entre outras.

    Depois que ficou conhecida na mídia por causa do programa Big Brother Brasil, ela passou por poucas e boas junto ao stylist Yan Acioli para chegar onde chegou. Quer saber como foi essa trajetória? Leia a entrevista completa!

    1. Meu primeiro ídolo da adolescência foi uma personagem chamada Pollyanna, uma menina que achava alguma coisa positiva em tudo. Fico feliz que nossa diva top carismática seja total Pollyanna.
    Obrigada! Fui tão educada assim, pela minha avó e minha mãe, que eu nem sei ser de outro jeito. Acho tão bacana você tentar entender as outras pessoas. Eu sempre soube contornar as situações, porque tento entender o que a pessoa está sentindo naquele momento. É natural isso.

    2. Você mantém o corpo incrível, mesmo com a agenda sem uma rotina. Como você lida com isso?
    Eu fui muito magra a vida inteira e me sentia esquisita. Queria ser feminina, ser mulher, ter corpo. Depois que fiquei conhecida no BBB, ganhei uns quilos que foram difíceis de perder. Hoje, sou meio sanfona – mas só eu e o Yan percebemos. Vivo fazendo eventos que só tem tentações, então vivo na lei da compensação. Exagerou hoje, mas não pode ir malhar, porque tem que ficar maquiada até a noite? Amanhã vai para a academia ou dar uma corrida. Consigo fazer atividade física três vezes por semana. Sou meio preguiçosa, minha vaidade está muito mais em me maquiar e me arrumar do que no corpo, por incrível que pareça.

    3. Como você é uma mulher oriental, tem um pouco de limitação na maquiagem. Eu queria saber se você tem algum truque pessoal.
    Meu olho não tem um côncavo, então gosto do côncavo bem marcado. Eu tento sempre aprender com o Rodrigo [maquiador] e nas matérias do dia-a-dia eu me viro bem, sei colar cílios etc. Eu achava que japonesa não podia usar nada, então era hipponga, natural, só passava um rímel. Mas não adianta colocar roupa, se a maquiagem não estiver certa. A gente quebrou todas as regras neste sentido: de ficar loira, de mudar o cabelo várias vezes, de cortar aquela franja… (risos) Eu faço todos os tipos de make, não estou nem aí que sou japonesa! Acho que a gente não pode se limitar, a gente tem que brincar, ousar.

    4. Você é o maior ícone de beleza do Brasil. Como é isso para você?
    Eu não acho que eu sou tudo isso não! (risos) Mas eu acho que é sempre o conjunto que temos que valorizar. Se olharmos por partes, tem muita coisa diferente demais! Mas se você olhar o conjunto, certo! Então quem me leva, leva o pacote todo! (risos) O que eu faço é não ter medo e confiar nas pessoas com quem eu trabalho. O Yan não é como outros stylists que mandam 10 ou 15 roupas. Ele manda uma. Às vezes eu falo que não quero colocar alguma coisa, porque estou inchada. Ele fala: “E o problema é meu?”. E eu coloco. Eu acho que a gente tem que confiar.

    5. Você consegue fazer uma personagem que é engraçada, tolinha, se faz de boba e às vezes de burra. Você tem que ser muito segura para aceitar fazer isso. Eu queria saber o que te dá essa segurança.
    Às vezes a gente leva umas pedradas, mas é igual jogador de futebol. O dia que ele escutar a torcida xingando, ele não vai mais jogar bola. Eu acho que a gente não pode dar bola para a torcida. Ninguém sabe o quanto a gente rala. Da onde eu tiro essa segurança? Da minha família. Da minha irmã que sempre está comigo e é minha empresária. Desde que a gente era adolescente, ela era a toda encorpada, os meninos ficavam todos apaixonados por ela. E ela queria me colocar no lugar dela. Ela era chamada para desfilar, e só ia se eu fosse. E da minha segunda família que são as pessoas com quem eu trabalho e que me acompanham desde o inicio. Mas no meu trabalho, infelizmente, eu sou eu mesma! (risos) Eu não faço nenhum personagem, eu só reforço um pouco todas as minhas características. A única diferença é que eu falo muito bem inglês, falo cinco línguas… (tom irônico e risos).

    6. Sobre seu trabalho com o Yan, você concorda com tudo o que ele te fala?
    A nossa relação é diferente das outras e por isso dá certo. A gente é muito amigo e isso às vezes é um saco também, porque ele mistura na cabeça dele, eu misturo na minha. Mas isso não foi de uma hora pra outra, são quase nove anos juntos. A gente começou, eu não tinha nem calça jeans direito. Ele chegava a dormir em casa no início. Mas foi tudo natural. Ele sempre me entendeu, nunca quis me mudar no Pânico, por exemplo. Ele sempre brincou e teve esse humor na hora de se vestir. As pessoas perguntam “precisa ter personalidade para se vestir?”. E eu acho que não. Às vezes você pode se esconder atrás de uma roupa. A gente brinca com isso e queremos fazer uma mulher diferente todos os dias.

    7. Mas até onde você vai nisso de se vestir, de incorporar personagens e mudar o estilo?
    A história da franjinha foi meu primeiro trabalho com o Giovanni Bianco, e ele mandou o Daniel Hernandez colar uma franjinha. E eu pensei: “Putz, essa franjinha está ridícula colada”. Falei para cortarem, que eu ia me sentir muito melhor.
    Outra história é do coque no casamento da Karina. O Yan já tinha pensado naquele coque um mês antes. Essas coisas doidas partem da gente. Eu tenho contrato com a Wella, então preciso mudar algumas vezes por ano. Mas eu mesmo ligo pedindo mudanças, eu adoro mudanças!

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    8. O que você faz quando um fã quer tirar foto num dia que você não está bem?
    Posso estar chorando, que eu tiro a foto. Sabe por quê? Eu acho que se a gente encontrar alguém na rua que a gente é muito fã e ela for uma escrota, a gente vai ficar chateado. Pra você é mais uma pessoa que chega. Para ela, é a única vez que ela pode te encontrar na vida.

    9. Quem é do interior tem que percorrer um passo a mais. Você conseguiu lidar com isso muito bem e manter sua personalidade. Queria que você falasse mais sobre isso.
    Acho que a gente tem muitas coisas boas: manter as raízes, preservar os amigos, se importar com o vizinho. Quando alguém sai de qualquer lugar para tentar a vida em São Paulo, às vezes dá mais certo do que quem é daqui, porque tem aquela ideia “Se não der certo, eu vou ter que voltar”. É apenas uma chance.

    10. No começo, algumas marcas negaram lhe emprestar roupas e depois voltaram atrás?
    Sim. Muitas. Mas sabe o que eu fazia? Eu comprava. Porque as marcas iam ver a repercussão positiva. Eu não brigava nem nada assim. O Yan brigava, mas ele me protegia, foi me contar bem depois. Muitas vezes, os estilistas da marca não sabiam que negavam roupas. Então saíamos para almoçar e eles descobriam.

    Por Nathália Blanco

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